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Ava Quirino

 

                                         
 Como alfabetizar uma criança em casa: guia prático

Toda mãe fica empolgada quando a idade escolar começa a se aproximar. É justamente nessa fase que surge o desejo de apresentar letras, livros, atividades e materiais que ajudem a criança a se familiarizar com a leitura e a escrita.

Mas o que muitas não sabem é que existe uma etapa essencial que deve acontecer antes (e também durante ) a alfabetização: o letramento. O Letramento  nada mais é do que saber usar a leitura e a escrita na vida real, ser alfabetizado não é apenas decodificar  palavras, mas compreender, interpretar e aplicar no cotidiano.

Uma pessoa pode ser alfabetizada (saber ler  as palavras), mas não ser letrada (não compreender o que lê). Como afirma a educadora Magda Soares, alfabetização e letramento são processos indissociáveis , sendo assim, caminham juntos!

Ainda assim, a realidade brasileira é preocupante. Segundo dados divulgados pelo G1, com base no Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos eram considerados analfabetos funcionais em 2024 - o mesmo índice registrado em 2018.

O levantamento considera analfabeto funcional aquele que consegue ler apenas palavras isoladas ou frases curtas e identificar números familiares, mas apresenta dificuldade para compreender textos e utilizar a leitura de forma prática no dia a dia.

Diante de números tão alarmantes, torna-se ainda mais importante que os pais ofereçam um ambiente formador às crianças. Muitas mães veem nesses dados um incentivo para começar desde cedo a estimular a aprendizagem em casa.

E sim, como pedagoga, eu afirmo: é possível alfabetizar seu filho(a) em casa.

Vale lembrar que a faixa etária geralmente indicada para o processo de alfabetização está entre 5 e 7 anos ( mas isso é assunto para um outro post).

Se você deseja participar ativamente desse momento, saiba que alfabetizar não significa antecipar conteúdos escolares, e sim criar um ambiente rico de aprendizagem.Nesse post,compartilho orientações práticas para ajudar você a conduzir esse processo de formafluída e respeitando  o ritmo da sua criança.

1. Desenvolva a consciência fonológica

Antes de ler palavras, a criança precisa perceber os sons da fala. Brinque com rimas, separe palavras em sílabas batendo palmas (ca-sa, bo-la) e explore sons iniciais (“macaco começa com qual som?”). Essa habilidade é base para a leitura.

Jogos que Podem ser usados:



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2. Comece pelo que tem sentido para ela

O nome próprio é o melhor ponto de partida. Depois, avance para nomes de familiares, objetos da casa e palavras do cotidiano.

A alfabetização ganha força quando está conectada ao entorno da criança.

3. Ensine som e letra juntos

Na alfabetização, é essencial associar grafema (letra) e fonema (som). Mais importante do que decorar “essa é a letra B” é compreender que ela representa o som /b/, como em “bola”. Essa associação facilita a leitura silábica.


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4. Trabalhe sílabas de forma leve

Nossa língua é organizada em sílabas. Após reconhecer alguns sons, apresente combinações simples: ba, be, bi, bo, bu. Use jogos, cartões ilustrados, bingo de sílabas ou leitura de palavras curtas.

Aprender brincando reduz a pressão e aumenta o interesse.

Jogos que podem ser usados:

 Jogo Tira e põe Sílaba 

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Livro o Varal das vogais
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5. Leia todos os dias

A leitura diária amplia vocabulário, repertório e compreensão. Mesmo antes de saber ler sozinha, a criança precisa ouvir histórias. Leia em voz alta, faça perguntas simples e converse sobre a narrativa.

Alfabetizar não é apenas "decodificar", é compreender!


 Alguns livros insfantis que recomendo para essa idade de Alfabetização:

Perigoso-Tim Warnes

"Bob é uma toupeira que adora etiquetar as coisas. Um dia, ele encontra uma coisa muito estranha. Uma coisa escamosa. Uma coisa escamosa com dentes pontudos. Ahhh! Cuidado, Bob!"

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Quem soltou o pum?- Blandina Franco



"A história é simples, mas a sacada é das boas: imagine um cachorrinho de estimação que se chama Pum! Daí dá para tirar diversos trocadilhos, criando frases e situações realmente hilárias. É um tal de não conseguir segurar o Pum, que é barulhento e atrapalha os adultos, que dizem que o Pum molhado, em dia de chuva, fica mais fedido ainda, o que faz o menino passar muita vergonha. Pobre Pum. E pobre dono do Pum! Mas não tem jeito, com o Pum é assim mesmo: simplesmente ninguém consegue evitar que ele escape e cause certos inconvenientes."

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O monstro das cores - Anna Llenas


"O monstro das cores não sabe o que se passa com ele. Fez uma bagunça com suas emoções e agora precisa desembolar tudo.
Será capaz de pôr em ordem a alegria, a tristeza, a raiva, o medo e a calma?

Finalmente chega ao Brasil o livro "O monstro das cores", escrito e ilustrado pela arte-terapeuta Anna Llenas. Publicado originalmente em 2012, o livro vendeu mais de 200.000 exemplares na Espanha e foi traduzido para 16 idiomas! A história estimula as crianças a identificar as diferentes emoções que sentem, como alegria, tristeza, raiva, medo e calma, através de cores. Por sua história cativante, "O monstro das cores" tornou-se o livro de cabeceira de milhares de famílias e educadores."


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6. Incentive a escrita espontânea

Permita que a criança escreva do jeito que consegue. As “escritas erradas” fazem parte do processo de construção. Evite corrigir excessivamente. Valorize a tentativa e, aos poucos, modele a forma convencional.

Materiais:

 Você pode deixar sempre à disposição folhas, giz de cera, comprar cadernos de atividades ou lousas como essa:


"Este conjunto incrível acompanha uma caneta que permite escrever, desenhar e apagar quantas vezes quiser."

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7. Use a rotina como ferramenta

Listas de compras, bilhetes, etiquetas nos objetos, rotina da semana ... tudo pode virar oportunidade de leitura e escrita. A alfabetização acontece na vida cotidiana.

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8. Respeite o tempo e a maturidade

Como eu disse anteriormente há uma idade que é considerada "ideal", entretanto cada criança tem seu ritmo. Observe sinais de prontidão: curiosidade pelas letras, perguntas sobre palavras, tentativa de ler placas e embalagens. Não tenha pressa, pressa acaba gerando bloqueio. A constância  e as pequenas vitórias geram segurança. 

Alfabetizar em casa é um processo que exige método, constância e rotina.  As crianças precisam  gostar do processo, por isso implementar jogos, musicas, brincadeiras é essencial. Com isso, aos poucos a leitura e a escrita deixam de ser apenas "conteúdo escolar" na cabeça da criança e se tornam ferramentas de exploração, expressão e autonomia.

 Como mãe e pedagoga, posso afirmar:

 Nada nos preenche mais do que ver uma criança descobrindo o mundo  novo que se abre com a Alfabetização.

Gostou das dicas?  Comente aqui.

Até mais.

Com carinho,

Ava

(Este post contém links de afiliada. Ao comprar por eles, você apoia meu trabalho sem pagar nada a mais por isso . Obrigada por esse carinho 💓)

 

Fontes Citadas:

SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 25, p. 5-17, jan./abr. 2004. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbedu/a/89tX3SGw5G4dNWdHRkRxrZk/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em: 3 mar. 2026.

3 a cada 10 brasileiros são analfabetos funcionais, indica pesquisa; patamar é o mesmo de 2018. G1, 2025. Disponível  em <https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/05/05/3-a-cada-10-brasileiros-sao-analfabetos-funcionais-indica-pesquisa.ghtml>. Acesso em:02 Mar2026.



março 03, 2026 0Comentários

 




Há alguns anos, a expressão burnout estava restrita ao mundo adulto, ao cansaço extremo provocado por excesso de trabalho e pressões do cotidiano. Hoje, porém, o termo começa a aparecer em um contexto que deveria simbolizar leveza e descoberta: a infância.

O burnout digital infantil é um fenômeno real e crescente, resultado direto do uso excessivo de telas e da substituição da presença humana por estímulos virtuais.

Imagine uma menina de seis anos que, de repente, passa a ter insônia severa, irritabilidade, crises de ansiedade e explosões de raiva. O diagnóstico, surpreendente para muitos pais, é esgotamento digital. Ela não está doente apenas por “birra” ou “manha”, o cérebro e o sistema emocional dela estão sobrecarregados por estímulos que ultrapassam sua capacidade de processar o mundo.

Pesquisas publicadas na revista JAMA Pediatrics têm mostrado resultados preocupantes.

Um estudo conduzido pelo Dr. John Hutton, em 2019, analisou o cérebro de crianças em idade pré-escolar e descobriu que o uso prolongado de telas estava associado a uma menor integridade da substância branca cerebral, região responsável por habilidades fundamentais como linguagem, raciocínio, empatia e autocontrole.

Outro estudo mais recente, de 2023, indicou que bebês e crianças expostas a telas por longos períodos apresentavam padrões cerebrais alterados e desempenho cognitivo inferior ao de crianças com menos tempo de exposição.

Em outras palavras: quanto maior o tempo de tela, menor o desenvolvimento de habilidades essenciais para o aprendizado e a convivência com os outros.

Essas pesquisas reforçam o que muitos profissionais de saúde mental têm observado na prática: crianças estão sofrendo um tipo de esgotamento mental precoce, que se manifesta em sintomas como dificuldade de atenção, distúrbios do sono, agressividade, isolamento e atraso no desenvolvimento emocional.

Talvez a cena pareça comum: uma criança quieta, concentrada em um tablet ou celular, enquanto os adultos ganham alguns minutos de “paz”.



Mas esse silêncio, muitas vezes, não é sinal de tranquilidade, é um pedido de ajuda não percebido.
O que parece um descanso para os pais pode ser, para a criança, um mergulho em conteúdos rápidos, coloridos e barulhentos que ativam o sistema nervoso de forma constante, sem tempo para pausa ou entendimento.

O psiquiatra infantil Michael Rich, da Harvard Medical School, que tem um livro muito interessante que fala sobre isso ,descreve o fenômeno como uma “fome de atenção”: as crianças são bombardeadas por estímulos digitais, mas carecem do olhar humano que regula, acolhe e ensina a lidar com as emoções.

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Assim, o que chamamos de “abandono digital” não é ausência física dos pais, mas uma presença distraída , quando o vínculo é substituído por uma tela.

O preço emocional das telas

O impacto do uso excessivo de telas vai muito além do comportamento.Estudos também apontam que o sono das crianças é diretamente afetado, já que a luz azul emitida pelos dispositivos interfere na produção de melatonina,o hormônio responsável pelo descanso.


A consequência é um ciclo de irritabilidade, fadiga e dificuldade de concentração que se retroalimenta.Com o tempo, a criança passa a ter mais dificuldade em lidar com frustrações, torna-se mais impulsiva e, em alguns casos, manifestaa sintomas de ansiedade e depressão.

Esses sinais, infelizmente, ainda são interpretados por muitos adultos como desobediência ou falta de limites, quando, na verdade, são manifestações de um corpo e uma mente sobrecarregados!!!

Proteger a infância não significa abolir a tecnologia, na verdade hoje ela é parte do mundo em que vivemos.

Mas é preciso estabelecer limites claros e coerentes, garantindo que o digital não substitua o vínculo humano.

Algumas práticas simples podem ajudar:

  • Defina momentos do dia sem telas, especialmente nas refeições e antes de dormir.
  • Priorize brincadeiras ao ar livre, contato com a natureza e atividades que envolvam corpo e imaginação.
  • Dê o exemplo: o uso consciente das telas pelos adultos é o maior modelo de educação digital .
  • Observe mudanças de humor, sono ou comportamento e, se necessário, busque orientação profissional.



O burnout digital infantil é um alerta para todos nós.

Mais do que limitar telas, ele nos convida a reconectar o que a pressa e o excesso vêm desconectando: a presença, a escuta e a união familiar.

E ai?Como está sendo a relação das crianças ou até mesmo a sua com o digital ? Não deixe de me contar.


Com carinho,
Ava

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Referências:

Hutton JS et al. Associations Between Screen-Based Media Use and Brain White Matter Integrity in Preschool-Aged Children. JAMA Pediatrics. 2019. Acesso em 04NOV2025<https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2754101>

Tan DJA et al. Associations Between Infant Screen Use, EEG Markers, and Cognitive Outcomes. JAMA Pediatrics. 2023. Acesso em 04NOV2025 <https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2754101>
novembro 04, 2025 0Comentários

 

Fonte Imagem: Pexels

De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center com adolescentes de 13 a 17 anos nos EUA, os jovens têm usado as redes sociais como principal fonte de informação. O problema é que grande parte deles ainda não desenvolveu um senso crítico apurado para checar a veracidade dos fatos.

Vemos cada dia mais, as pessoas sendo polarizadas por notícias enviesadas sem de fato buscar sua veracidade em diversas fontes. Em outras palavras: nossos filhos estão sendo educados pelas timelines.

Essa realidade também se confirma no Brasil: segundo o Comitê Gestor da Internet em parceria com a UNESCO, 43% dos jovens entre 9 e 17 anos não sabem verificar se uma informação é verdadeira.

E é aqui que nós como educadores devemos nos preocupar, nos posicionar e orientar nossos filhos.

 

Os riscos da desinformação e da falta de pensamento crítico



De acordo com a Secretaria de Comunicação social brasileira 93%da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, o que representa atualmente certa de 25 milhões de crianças e adolescentes.

Como mãe, preocupo-me o quanto os nossos jovens estão sendo informados e influenciados por essas plataformas de redes sociais sem desenvolverem maturidade e discernimento .

Muitos não têm a malícia de compreender que qualquer discurso vem carregado de intencionalidade nas entrelinhas do não dito. E por isso acabam se deixando levar, influenciar, concordar e tomar aquilo como verdade ou inspiração.

E eu não falo aqui apenas do viés político, vemos noticias duvidosas sobre saúde, ciências de um paper só compartilhadas como verdade absoluta, incitação a violência, delitos e brincadeiras perigosas sendo disseminadas todos os dias em massa na nossa timeline e consequentemente nas de nossos filhos também.

Outro dado alarmante da Secretaria de comunicação social, que mostra o tamanho da responsabilidade que nós como pais temos nas mãos é esse:

“52% dos usuários de 11 a 17 anos concordam que todos encontram as mesmas informações quando pesquisam coisas na Internet e, para 50% dos usuários investigados, o primeiro resultado da pesquisa na internet é sempre a melhor fonte de informação.”

Isso mostra que nossos jovens ainda não têm o entendimento sobre como funciona manipulação da informação.

 O papel dos pais na educação digital dos filhos

Como podemos ver os jovens tem usado as redes como um guia para diversas áreas da vida e tem confiado nesse meio como uma forma de se manter atualizado e informado, mas sem o acompanhamento de um adulto que instigue o seu pensar critico, os jovens vão se tornar cada dia mais vítimas de discursos prontos, seguidores fiéis incapazes de questionar o porquê pensam o que pensam, o porquê seguem o que seguem , o porquê acreditam no que acreditam, e o porquê defendem o que defendem, tudo em troca de pertencer a um clubinho digital.

Analfabetos funcionais são uma realidade no contexto da língua materna, e é também uma realidade no contexto da “Afabetização digital”, apenas repetem o que vêem , sem entender a armadilha intrínseca em um discurso amplamente curtido. Enquanto os jovens seguem sem questionar, apenas um lado ganha, ganhando apoiadores raivosos de uma causa que no fundo nem eles entendem.

O ser humano que em sua utópica jornada em construir um homem critico, pautado na justiça e na liberdade de pensamentos que beneficiassem a sociedade como um todo, deu lugar a um povo composto de gladiadores digitais analfabetos que lutam por apenas um lado .

Na construção da sociedade há sempre um lado a escolher, embora não haja vergonha em ter um lado, mas há preocupação quando esse lado não é escolhido pelo indivíduo com plena consciência e clareza.

Muitos pais dizem que o comportamento dos filhos mudou “do nada”, alegam que os filhos desviaram-se de seus ensinamentos. Mas, na verdade, essas mudanças costumam ser fruto da ausência de acompanhamento e diálogo no consumo de conteúdos digitais.

Retirar o celular dos filhos pode parecer a solução mais fácil e rápida, mas apenas adiará as consequências da negligência. O verdadeiro desafio é formar filhos que sejam:

  • Confiantes e conscientes de suas escolhas.
  • Capazes de questionar o que leem e escutam.
  • Protagonistas de suas próprias decisões.
  • Pensadores críticos e não apenas “seguidores fiéis” de discursos prontos.

Entretanto, para a construção de uma criança que é amada, cuidada ,detentora de uma voz e um querer próprio e autêntico, exige esforço de quem educa. Requer pais presentes que conheçam e se interessem por seus filhos, que saibam seus gostos, pensamentos , opiniões e dialoguem e ensinem sua visão e valores sobre todos os aspectos da vida.

 Como desenvolver senso crítico nos jovens

Pais presentes fazem toda a diferença. Algumas práticas podem ajudar:
  •  Conversar diariamente sobre o que seus filhos consomem nas redes.
  • Mostrar como verificar se uma notícia é confiável.
  • Incentivar múltiplas fontes de informação.
  • Ensinar que opiniões devem ser formadas com consciência, não por pressão de grupo.
  • Dar exemplo: praticar também a checagem antes de compartilhar algo.

 Presença e diálogo como antídoto

Não há problema em os jovens terem opiniões e “tomarem um lado”. O risco está em fazer isso sem consciência e sem reflexão.

Mais do que controlar telas, precisamos formar cidadãos autônomos, críticos e conscientes. O antídoto contra a manipulação digital não é proibição, e sim educação, diálogo e presença real dos pais.

Sem filhos zumbis, por favor.

 

Conte-me aqui nos comentários: qual é o maior desafio na educação digital dos seus filhos?


Com carinho,
Ava




Fontes citadas:

<https://www.pewresearch.org/internet/2024/12/12/teens-social-media-and-technology-2024/>

< https://www.nic.br/noticia/na-midia/pesquisa-revela-que-43-dos-jovens-nao-sabem-checar-se-uma-informacao-da-internet-e-falsa/>

< https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/recursos-extras/pesquisas-e-outros-numeros>


setembro 02, 2025 0Comentários
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