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Ava Quirino

 




Há alguns anos, a expressão burnout estava restrita ao mundo adulto, ao cansaço extremo provocado por excesso de trabalho e pressões do cotidiano. Hoje, porém, o termo começa a aparecer em um contexto que deveria simbolizar leveza e descoberta: a infância.

O burnout digital infantil é um fenômeno real e crescente, resultado direto do uso excessivo de telas e da substituição da presença humana por estímulos virtuais.

Imagine uma menina de seis anos que, de repente, passa a ter insônia severa, irritabilidade, crises de ansiedade e explosões de raiva. O diagnóstico, surpreendente para muitos pais, é esgotamento digital. Ela não está doente apenas por “birra” ou “manha”, o cérebro e o sistema emocional dela estão sobrecarregados por estímulos que ultrapassam sua capacidade de processar o mundo.

Pesquisas publicadas na revista JAMA Pediatrics têm mostrado resultados preocupantes.

Um estudo conduzido pelo Dr. John Hutton, em 2019, analisou o cérebro de crianças em idade pré-escolar e descobriu que o uso prolongado de telas estava associado a uma menor integridade da substância branca cerebral, região responsável por habilidades fundamentais como linguagem, raciocínio, empatia e autocontrole.

Outro estudo mais recente, de 2023, indicou que bebês e crianças expostas a telas por longos períodos apresentavam padrões cerebrais alterados e desempenho cognitivo inferior ao de crianças com menos tempo de exposição.

Em outras palavras: quanto maior o tempo de tela, menor o desenvolvimento de habilidades essenciais para o aprendizado e a convivência com os outros.

Essas pesquisas reforçam o que muitos profissionais de saúde mental têm observado na prática: crianças estão sofrendo um tipo de esgotamento mental precoce, que se manifesta em sintomas como dificuldade de atenção, distúrbios do sono, agressividade, isolamento e atraso no desenvolvimento emocional.

Talvez a cena pareça comum: uma criança quieta, concentrada em um tablet ou celular, enquanto os adultos ganham alguns minutos de “paz”.



Mas esse silêncio, muitas vezes, não é sinal de tranquilidade, é um pedido de ajuda não percebido.
O que parece um descanso para os pais pode ser, para a criança, um mergulho em conteúdos rápidos, coloridos e barulhentos que ativam o sistema nervoso de forma constante, sem tempo para pausa ou entendimento.

O psiquiatra infantil Michael Rich, da Harvard Medical School, que tem um livro muito interessante que fala sobre isso ,descreve o fenômeno como uma “fome de atenção”: as crianças são bombardeadas por estímulos digitais, mas carecem do olhar humano que regula, acolhe e ensina a lidar com as emoções.

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Assim, o que chamamos de “abandono digital” não é ausência física dos pais, mas uma presença distraída , quando o vínculo é substituído por uma tela.

O preço emocional das telas

O impacto do uso excessivo de telas vai muito além do comportamento.Estudos também apontam que o sono das crianças é diretamente afetado, já que a luz azul emitida pelos dispositivos interfere na produção de melatonina,o hormônio responsável pelo descanso.


A consequência é um ciclo de irritabilidade, fadiga e dificuldade de concentração que se retroalimenta.Com o tempo, a criança passa a ter mais dificuldade em lidar com frustrações, torna-se mais impulsiva e, em alguns casos, manifestaa sintomas de ansiedade e depressão.

Esses sinais, infelizmente, ainda são interpretados por muitos adultos como desobediência ou falta de limites, quando, na verdade, são manifestações de um corpo e uma mente sobrecarregados!!!

Proteger a infância não significa abolir a tecnologia, na verdade hoje ela é parte do mundo em que vivemos.

Mas é preciso estabelecer limites claros e coerentes, garantindo que o digital não substitua o vínculo humano.

Algumas práticas simples podem ajudar:

  • Defina momentos do dia sem telas, especialmente nas refeições e antes de dormir.
  • Priorize brincadeiras ao ar livre, contato com a natureza e atividades que envolvam corpo e imaginação.
  • Dê o exemplo: o uso consciente das telas pelos adultos é o maior modelo de educação digital .
  • Observe mudanças de humor, sono ou comportamento e, se necessário, busque orientação profissional.



O burnout digital infantil é um alerta para todos nós.

Mais do que limitar telas, ele nos convida a reconectar o que a pressa e o excesso vêm desconectando: a presença, a escuta e a união familiar.

E ai?Como está sendo a relação das crianças ou até mesmo a sua com o digital ? Não deixe de me contar.


Com carinho,
Ava

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Referências:

Hutton JS et al. Associations Between Screen-Based Media Use and Brain White Matter Integrity in Preschool-Aged Children. JAMA Pediatrics. 2019. Acesso em 04NOV2025<https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2754101>

Tan DJA et al. Associations Between Infant Screen Use, EEG Markers, and Cognitive Outcomes. JAMA Pediatrics. 2023. Acesso em 04NOV2025 <https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2754101>
novembro 04, 2025 0Comentários

 

A alegria do fim de um dia...

Estava me preparando para dormir e como todas as noites eu sempre confiro as portas e saio apagando as luzes pela casa, e nesse dia específico me deparo com essa cena.


O registro do fim de um dia de alegria, de docinhos, bolo, risadas e avós presentes.Faz apenas sete anos dessa foto e quanta coisa mudou...

Os dias ficaram mais tristes, as festas nunca mais foram ou serão as mesmas...

Sabe,há bençãos e privilégios todos os dias em nossa vida, mas na maioria das vezes nunca  reconhecemos enquanto o vivemos.

Quero que olhe nesse momento para a pessoa querida mais próxima a você.

Olhou?

 Você vive com ela ou a encontra frequentemente... Mas deixa eu te contar uma coisa:

 Um dia você ou ela só será saudade, um vazio existente , uma saudosa lembrança de tempos que não voltam mais.

 

Essa foto é um lembrete  pra mim e para você.

  De que a felicidade mais extraordinária  se vive  no ordinário, nos dias que vivemos distraídos rotineiramente ao lado daqueles que amamos.

Ao olhar para essa fotografia  quase que consigo sentir o cheiro daquele dia, lembro-me dos meus passos indo em direção ao abajur, feliz, lembrando das risadas, dos doces que sobraram na geladeira, da presença do amor de todos e principalmente das avós...



...  das avós...que  agora  se reencontraram mais uma vez, mas agora no céu.

 

...

 


É doído...

Mas quando  volto olhar pra essa imagem, tenho paz, pois  estão vivas e em casa nesse fragmento do tempo, na  lembrança do eu presente que ...

Estava se preparando para dormir e como todas as noites sempre conferia as portas e saía apagando as luzes e nesse dia específico se deparou com essa cena... e então a fotografou.

 

Aqui está:

 

 


 

O registro do fim de um dia de alegria, de docinhos, bolo, risadas e avós presentes.

A alegria do fim de um dia... Feliz!


outubro 09, 2025 0Comentários


Nos últimos dias, uma pergunta vem dominando os comentários das redes sociais: “Qual é o prompt da trend da Polaroid?”

Se você usa o TikTok, provavelmente já se deparou com o boom de fotos incríveis feitas pela inteligência artificial (IA), com pessoas postando registros feitos no formato de polaroid com celebridades.

Essa tendência viral começou com fãs gerando fotos realistas com seus ídolos, a maioria em poses românticas e com uma estética bem vintage , digna de um álbum de lembranças, afinal quem é que nunca quis uma foto com o seu artista favorito?

Se a Hailey acreditar em tudo o que vê na internet, acho que o Justin Bieber vai ter problemas em casa. 😂 Acho que foi a pessoa que mais vi nas montagens românticas das garotas no Tik Tok.



Embora uma grande parte esteja fazendo a trend com a foto do seu artista favorito, há uma outra parte que começou a gerar essas fotografias com familiares queridos que já não estão mais entre nós, proporcionando assim, obter uma lembrança com um ente amado que em vida muitas vezes não teve oportunidade.

Minha experiência com a trend da polaroid

Eu fui uma dessas pessoas que aproveitou testar gerando uma foto com uma pessoa que não está mais entre nós, minha mãe.

Apesar de ter diversas fotos com ela, eu não poderia deixar de gerar mais uma lembrança...

No começo fiquei apreensiva, mas para a minha surpresa a foto ficou tão extraordinariamente boa, que todo mundo que eu mostrei perguntou onde tínhamos tirado aquela foto, inclusive meu pai!


Como fazer a foto da trend da Polaroid com IA (usando Gemini)



O programa que vamos utilizar é o Gemini, mais conhecido como a IA do Gogle, e ela é totalmente gratuita.

Se você também quer criar a sua foto polaroid siga este passo a passo:

1.Acesse o Gemini.

2. Cole o seguinte prompt :

"Take a photo taken with a Polaroid camera. The photo should look like an ordinary photograph, without an explicit subject or property. The photo should have a slight blur and a consistent light source, like a flash from a dark room, scattered throughout the photo. Don't change the face. Change the background behind those two people with white curtains.

Don't change the faces"

3. Então clique no + e suba duas fotos (uma foto sua e uma da pessoa que você quer na foto).



Agora é só esperar a mágica acontecer.

A IA pode ser considerada uma ameaça quando pensamos em todo o mal que ela pode causar nas mãos erradas, mas a verdade é que ela pode ser fantástica nas mãos certas.

“O que todos devemos fazer é nos certificar que estamos usando a inteligência artificial de uma maneira que beneficie a humanidade, e não que a deteriore.” — Tim Cook

O uso desenfreado e a busca de uma regularização que seja benéfica a todos é o big deal desses tempos, mas definitivamente não é uma preoucupação para nós.

Afinal, para nós que estamos apenas a usando como recreação (como na trend da Polaroid )a IA é apenas uma ferramenta fantástica capaz de produzir fotografias que aquecem o coração. Possibilitando a todos gerar imagens que nunca puderam ser captadas em um outro espaço tempo,mas que agora existem em um multiverso que só a IA é capaz de nos proporcionar.

E você, já criou a sua Polaroid? Não deixe de me contar a experiência.

Com carinho,
Ava


outubro 02, 2025 0Comentários

"A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata”


Todos nós sabemos que não devemos julgar o livro pela capa, e agora eu também sei que nem o filme pelo nome (ironia).

Pois é. Eu sempre via esse filme nos meus recomendados na Netflix, mas confesso que tinha uma aversão a esse nome. Apesar da temática me atrair, achava o título apelativo demais (na minha cabeça o nome era apenas um clickbait-trauma dos dias atuais) sempre deixava para um outro dia.

E esse dia chegou. Estava rolando o catálogo da Netflix com a minha filha escolhendo algo para assistir e acabei parando novamente sobre esse filme, ela leu a sinopse, gostou e então finalmente eu dei o play.


Que agradável surpresa foi esse filme! Bom timing, figurinos impecáveis e história divertida (nome justificado), apesar do contexto triste daquele espaço/tempo cuja população daquela ilha enfrentava a ocupação alemã, foi uma delícia acompanhar a história da comunidade de Guernsey e da doce Juliet Ashton.

 

Sinopse

“Em 1946, a escritora Juliet Ashton troca cartas com um fazendeiro da ilha de Guernsey, Dawsey Adams, que lhe fala sobre um clube de leitura que ajudou os moradores a enfrentar a dura realidade da ocupação nazista durante a guerra. Intrigada, Juliet viaja para a ilha para conhecer a sociedade e escrever sobre eles.”


“Nosso clube do livro nas sextas à noite se tornou nosso refúgio. É uma liberdade particular perceber que o mundo se torna cada vez mais escuro à sua volta, mas que só é necessária uma vela para enxergarmos novos mundos se revelando. Foi isso que encontramos na nossa sociedade.”
A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata


Para quem é leitor como eu, com certeza irá amar esse enredo, ver os personagens se tornando leitores “por acaso”, me tirou boas risadas, e é tão satisfatório ver eles se apaixonando pela leitura, descobrindo um mundo até então desconhecido.

Sou uma compradora de livros usados, e amo achar um dedicatória, um nome em um cantinho de página. È como se a gente como leitor compartilhasse algo com alguém que também já mergulhou naquele universo que seguramos em nossas mãos. O filme me fez lembrar que na minha estante e em tantas outras estantes, há livros que poderão servir de pontes para outras pessoas também.

Nunca é só um livro;e é exatamente isso que a história mostra e se baseia. Há um universo de boas conspirações em volta de um único exemplar. Apesar de vivermos hoje em uma sociedade em que há pessoas que reclamam de “comentários extensos”, levo em meu coração a esperança e a certeza que há pessoas com almas antigas que ainda amam se aprofundar e apreciar os detalhes de uma boa leitura.

Outra coisa que me deixou encantada nesse filme cm certeza foi o cenário, a ilha de Guernesey, fiquei imaginando como seria escrever morando em um local com tamanha beleza.

Além disso, não posso deixar de comentar o figurino da protagonista. Eu sou completamente apaixonada pela moda dos anos 40, então já fiz uma pasta no Pinterest dos modelitos usados pela Juliet na esperança de um dia replicá-los.



Enfim, pra quem está querendo assistir um bom filme, com uma trama leve bem água com açúcar, com um cenário belíssimo e que tenha um quê de mistério eu recomendo muitíssimo o filme.

E você já assitiu ao filme? Me conta o que achou.

Até mais.

Com carinho,
Ava


Classificação indicativa :12 anos







setembro 04, 2025 0Comentários

 

Fonte Imagem: Pexels

De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center com adolescentes de 13 a 17 anos nos EUA, os jovens têm usado as redes sociais como principal fonte de informação. O problema é que grande parte deles ainda não desenvolveu um senso crítico apurado para checar a veracidade dos fatos.

Vemos cada dia mais, as pessoas sendo polarizadas por notícias enviesadas sem de fato buscar sua veracidade em diversas fontes. Em outras palavras: nossos filhos estão sendo educados pelas timelines.

Essa realidade também se confirma no Brasil: segundo o Comitê Gestor da Internet em parceria com a UNESCO, 43% dos jovens entre 9 e 17 anos não sabem verificar se uma informação é verdadeira.

E é aqui que nós como educadores devemos nos preocupar, nos posicionar e orientar nossos filhos.

 

Os riscos da desinformação e da falta de pensamento crítico



De acordo com a Secretaria de Comunicação social brasileira 93%da população de 9 a 17 anos é usuária de internet no país, o que representa atualmente certa de 25 milhões de crianças e adolescentes.

Como mãe, preocupo-me o quanto os nossos jovens estão sendo informados e influenciados por essas plataformas de redes sociais sem desenvolverem maturidade e discernimento .

Muitos não têm a malícia de compreender que qualquer discurso vem carregado de intencionalidade nas entrelinhas do não dito. E por isso acabam se deixando levar, influenciar, concordar e tomar aquilo como verdade ou inspiração.

E eu não falo aqui apenas do viés político, vemos noticias duvidosas sobre saúde, ciências de um paper só compartilhadas como verdade absoluta, incitação a violência, delitos e brincadeiras perigosas sendo disseminadas todos os dias em massa na nossa timeline e consequentemente nas de nossos filhos também.

Outro dado alarmante da Secretaria de comunicação social, que mostra o tamanho da responsabilidade que nós como pais temos nas mãos é esse:

“52% dos usuários de 11 a 17 anos concordam que todos encontram as mesmas informações quando pesquisam coisas na Internet e, para 50% dos usuários investigados, o primeiro resultado da pesquisa na internet é sempre a melhor fonte de informação.”

Isso mostra que nossos jovens ainda não têm o entendimento sobre como funciona manipulação da informação.

 O papel dos pais na educação digital dos filhos

Como podemos ver os jovens tem usado as redes como um guia para diversas áreas da vida e tem confiado nesse meio como uma forma de se manter atualizado e informado, mas sem o acompanhamento de um adulto que instigue o seu pensar critico, os jovens vão se tornar cada dia mais vítimas de discursos prontos, seguidores fiéis incapazes de questionar o porquê pensam o que pensam, o porquê seguem o que seguem , o porquê acreditam no que acreditam, e o porquê defendem o que defendem, tudo em troca de pertencer a um clubinho digital.

Analfabetos funcionais são uma realidade no contexto da língua materna, e é também uma realidade no contexto da “Afabetização digital”, apenas repetem o que vêem , sem entender a armadilha intrínseca em um discurso amplamente curtido. Enquanto os jovens seguem sem questionar, apenas um lado ganha, ganhando apoiadores raivosos de uma causa que no fundo nem eles entendem.

O ser humano que em sua utópica jornada em construir um homem critico, pautado na justiça e na liberdade de pensamentos que beneficiassem a sociedade como um todo, deu lugar a um povo composto de gladiadores digitais analfabetos que lutam por apenas um lado .

Na construção da sociedade há sempre um lado a escolher, embora não haja vergonha em ter um lado, mas há preocupação quando esse lado não é escolhido pelo indivíduo com plena consciência e clareza.

Muitos pais dizem que o comportamento dos filhos mudou “do nada”, alegam que os filhos desviaram-se de seus ensinamentos. Mas, na verdade, essas mudanças costumam ser fruto da ausência de acompanhamento e diálogo no consumo de conteúdos digitais.

Retirar o celular dos filhos pode parecer a solução mais fácil e rápida, mas apenas adiará as consequências da negligência. O verdadeiro desafio é formar filhos que sejam:

  • Confiantes e conscientes de suas escolhas.
  • Capazes de questionar o que leem e escutam.
  • Protagonistas de suas próprias decisões.
  • Pensadores críticos e não apenas “seguidores fiéis” de discursos prontos.

Entretanto, para a construção de uma criança que é amada, cuidada ,detentora de uma voz e um querer próprio e autêntico, exige esforço de quem educa. Requer pais presentes que conheçam e se interessem por seus filhos, que saibam seus gostos, pensamentos , opiniões e dialoguem e ensinem sua visão e valores sobre todos os aspectos da vida.

 Como desenvolver senso crítico nos jovens

Pais presentes fazem toda a diferença. Algumas práticas podem ajudar:
  •  Conversar diariamente sobre o que seus filhos consomem nas redes.
  • Mostrar como verificar se uma notícia é confiável.
  • Incentivar múltiplas fontes de informação.
  • Ensinar que opiniões devem ser formadas com consciência, não por pressão de grupo.
  • Dar exemplo: praticar também a checagem antes de compartilhar algo.

 Presença e diálogo como antídoto

Não há problema em os jovens terem opiniões e “tomarem um lado”. O risco está em fazer isso sem consciência e sem reflexão.

Mais do que controlar telas, precisamos formar cidadãos autônomos, críticos e conscientes. O antídoto contra a manipulação digital não é proibição, e sim educação, diálogo e presença real dos pais.

Sem filhos zumbis, por favor.

 

Conte-me aqui nos comentários: qual é o maior desafio na educação digital dos seus filhos?


Com carinho,
Ava




Fontes citadas:

<https://www.pewresearch.org/internet/2024/12/12/teens-social-media-and-technology-2024/>

< https://www.nic.br/noticia/na-midia/pesquisa-revela-que-43-dos-jovens-nao-sabem-checar-se-uma-informacao-da-internet-e-falsa/>

< https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/uso-de-telas-por-criancas-e-adolescentes/guia/recursos-extras/pesquisas-e-outros-numeros>


setembro 02, 2025 0Comentários


 Agosto passou super rápido apenas pra nos fazer pagar a língua de que é o mês mais demorado do ano. hahaha
Confesso que lembrei muito pouco em registrar meus dias.. Fiz muita coisa e compartilhei muito pouco. 
Mas aqui vai um breve resumo desse mês:

[2Ago}Filhota costurando

Minha filha resolveu arriscar mais um hobby,  me pediu para ensiná-la a costurar na máquina. Esse foi o primeiro "dia de aula" dela.  Ela teve dificuldade  apenas na hora de passar a linha,ficou assustada com  o tanto de lugares que a linha passa, mas arrasou em costurar retinho.


Comprei uma nova forma de bolo e resolvi testar a forma nova e uma nova receita. Eu nem consigo descrever  o quão gostoso ficou esse bolo, mas compartilhei a receita aqui.

Filhota e sua paixão por plantas | Minhas visitas matinais

 



Esse mês eu estava inspirada em testar novas receitas e fiz salgados pela primeira vez. Depois que acertei(mais ou menos) fazer pão fiquei audaciosa.
A receita dessa Esfiha de Frango ainda  não compartilhei por aqui, mas segue  a receita:




Fomos para Campinas esse mês, minha filha foi medalhista de bronze a nível nacional de Matemática e a entrega de medalhas foi lá. 

Orgulho da mamãe




Voltei a estudar desenho e testei o desenho pictórico. Confesso que amei esse estilo, estou doida pra testar no giz pastel.


Fazia tempo que não lia um livro de ficção, a verdade é que entrei  em um loop de estudos  nos ultimos meses que acabei  não registrando as leituras mais técnicas que fiz. Porém , esse mês peguei resolvi ler  alguma ficção e acabei pegando despretensiosamente esse livro da estante da minha filha e estou completamente apaixonada pela escrita impecável. O livro  foi traduzido  por nada mais  nada menos que Machado de Assis,  acho que vou precisar fazer um post sobre esse livro.




Fazia meses que não ia em um Sebo, porque eu sempre vou dizendo que não vou comprar nada e sempre acabo saindo com alguma coisa. Resovi que voltaria apenas quando tivesse  mais controlada.Então depois de meses resolvi ir, sem intenção de comprar e  acabei descobrindo que ainda não estou curada. hahaha. Sai com 3 livros sobre técnicas de desenho.
 DESENHO Esse é o hiperfoco do mês eu acho...

Fazendo o exercício de um dos livros. 

A meta é me aposentar,  virar pintora e viver da minha arte😂.

321 gravando com os maninhos <3



Teve observação Astrônomica no Instituto federal da minha cidade e fomos pela primeira vez. Eu fiquei encantada e desejando um estetoscópio. Eu não fazia ideia que dava pra ver com tamanha perfeição a lua.  Depois que observamos  várias constelações e estrelas, falaram que   se esperássemos mais uma hora iria dar pra ver Saturno. E como não é todo dia que vemos Saturno, ficamos!. Foi uma experiência  maravilhosa.  Com certeza voltaremos nas próximas.

E basicamente foi esse o meu resuminho de Agosto. Vou tentar registrar mais intencionalmente Setembro pra vir compartilhar por aqui. A última vez que fiz um resumo do mês aqui foi em Novembro de 2023(Leia aqui)., eu devia fazer isso sempre, é tão legal  ter esses registros, falar um pouco sobre o mês. Nos faz refletir sobre o que realizamos, o que deixamos de realizar e aonde estamos focando.   

 Que tal um desafio para esse mês de Setembro? Se topar volte aqui para me avisar e eu poder acompanhar um pouquinho do seu mês de Setembro também!.

Com carinho,
Ava

agosto 31, 2025 0Comentários

 Como Ler a Bíblia Toda em Um Ano| 3 Dicas que irão facilitar sua jornada




Ler a Bíblia toda em um ano foi uma das metas que transformaram totalmente a minha vida espiritual. Fazer isso ao longos dos últimos 5 anos, transformou a minha jornada como cristã. Embora no começo, quando me comprometi a ler pela primeira vez a bíblia toda em um ano,achasse que seria um desafio grande demais pra mim , pude ver que estava enganada, aprendi que com planejamento, disciplina e um cronograma adequado, era totalmente possível alcançar essa meta.

Se você também tem vontade de ler a bíblia toda, mas se sente perdida, hoje eu vim compartilhar com você 3 dicas práticas para ler a Bíblia em 1 ano.

Mas primeiro:

Por que ler a Bíblia toda em um ano?

Ler a Bíblia de capa a capa permite um aprofundamento e uma compreensão maior sobre a fé que você professa. Falo isso, pois eu acho inconcebível quando vejo pessoas que se dizem cristãs mas não tem interesse em conhecer melhor o livro em que se baseia a sua fé. se satisfaz apenas com o que o lider da sua igreja prega e ensina.

Quando eu era criança meu pai me chamava de "Tomézinho", porque sempre fui muito questionadora. Sabe aquela criança dos " porquês" infinitos? Sou eu. Sempre tive em mim uma necessidade profunda de me aprofundar em tudo o que me interesso e acredito. Por isso, no exercício da minha fé, sempre busquei desenvolver uma conexão mais íntima com Deus.

Sendo assim, , eu sempre busquei ler a bíblia. Quando li todo o novo testamento eu era uma pré-adolescente, nesse interim também já tinha lido muitos livros do velho testamento, a história de José sempre foi a minha favorita, mas também amava reler Ester. Construi ao longo do tempo um bom conhecimento nas narrativas que há na bíblia, o que eu ainda não tinha feito era ter lido ela completa de capa a capa mesmo. Mas desde muito nova sempre tive consciência da importância de ter uma base sólida em conhecimento para exercer e defender a fé que professo.

Por isso, incentivo você a começar esse propósito também.Afinal, a leitura completa da bíblia proporciona o conhecimento do contexto histórico, cultural e espiritual que fortalece a interpretação de passagens isoladas que muitas vezes são conhecidas por você, mas que você por não ter conhecimento pode interpretar/entender de maneira equivocada. Pois, nas frases prontas repetidas em larga escala por diversoso irmãos há sempre um contexto dentro daquilo que foi falado que não pode ser ignorado. E além do mais, acho que nem preciso mencionar também o quanto esse compromisso anual é uma forma poderosa de começar e manter o ano com foco espiritual, não é mesmo? Então vou começar a compartilhar com você 3 dicas práticas que irão facilitar sua jornada nessa empreitada :

 

1. Ter um plano de Leitura



  • Plano Cronológico de Leitura

Uma das maneiras mais interessantes de ler a Bíblia é através de um plano cronológico, que organiza os livros e capítulos na ordem em que os eventos ocorreram historicamente. Esse plano de leitura permite que você acompanhe o desenvolvimento da narrativa bíblica como uma história contínua, facilitando o entendimento dos acontecimentos.

Plano Cronológico: Clique aqui para baixar

  •  Plano de Leitura Misto: Antigo e Novo Testamento

Esse plano oferece uma abordagem balanceada: a cada dia, você lê uma porção do Antigo Testamento e outra do Novo Testamento. É ideal para quem quer manter-se ancorado no evangelho enquanto toma conhecimento dos fundamentos do Antigo Testamento.

Plano Misto :Clique aqui para baixar

2. Escolha da Bíblia

Para quem está começando sugiro fortemente começar a ler uma bíblia com palavras mais simples. Geralmente as igrejas mais conservadoras como a minha costuma usar a Biblia com tradução Almeida Revista e corrigida (ARC), essa versão é lindíssima, entretanto ela faz uso de palavras bem rebuscadas, que talvez para quem não tenha o costume de ler acabe encontrando dificuldade no entendimento da leitura. Por isso, sugiro começar lendo uma bíblia que possui a tradução Nova Versão Internacional (NVI) , ela “só” perde na beleza da escrita poética dos Salmos que é belíssima na ARC, entretanto ela não perde, nem diverge em nada no sentido e nas mensagens encontradas na ARC . 
  A minha bíblia NVI:

Bíblia da Mulher NVI: Adquira  na Amazon


3.  15 Minutos por Dia

Se você tem dificuldade com rotinas longas, essa é a solução ideal: comprometer-se com apenas 15 minutos por dia. Talvez não dê tempo de ler tudo o que está no cronograma do dia, mas ainda sim, ter esse tempo de comunhão com Deus com certeza fortalecerá sua jornada. A meta de 1 ano é apenas um período. A leitura bíblica pode ter seu prazo aumentado e/ou até diminuído, já que há também cronogramas de leitura de apenas 6 meses.

A parte mais importante desse projeto é a sua relação com Deus. Posso garantir pra você, independente de qual lugar você é, qual sua rotina...Colocar a leitura da bíblia em sua vida diária, esse tempo com Deus vai mudar sua vida !

Dicas para Manter a Constância

Escolha um horário fixo: Seja de manhã, na hora do almoço ou antes de dormir, mas o segredo para se manter assíduo é tentar ao máximo escolher um horário e ser fiel a ele. Pois, ter um momento reservado vai te ajudar a criar um hábito.


Dicas Extras

·         *Tenha um caderno 

O caderno vai ser muito importante para anotar suas aprendizagens, alguma passagem que te tocou, suas orações... Nem todo dia talvez você tenha o que anotar, mas ainda sim separe um caderno para te acompanhar na leitura. Vai ser maravilhoso quando no futuro você voltar a ver seu caderno e se recordar da sua jornada de intimidade com Deus.

*Baixe um aplicativo

Use também um aplicativo de leitura: Ferramentas como YouVersion e Glorify permite marcação de progresso, lembretes e até áudios da Bíblia. Além de ser uma ótima forma de ter uma bíblia sempre com você, há por exemplo no aplicativo da YouVersion (Que é o aplicativo que eu uso) planos devocionais que auxiliam nos mais diversos ambitos da nossa vida.

Resumindo, ler a Bíblia em um ano é um compromisso espiritual valioso, que pode ser realizado de maneira prática com o plano certo. Seja em ordem cronológica, combinando Antigo e Novo Testamento, em leituras curtas de pelo menos 15 minutos por dia, o importante é ter constância e o desejo de se aproximar de Deus.

Então escolha o plano que mais combina com sua rotina, separe seu caderno e comece hoje mesmo sua jornad,a de leitura bíblica!

Se eu consegui te convencer a começar a leitura bíblica, me conte aqui nos comentários, quem sabe futuramente possamos até fazer um grupo para compartilharmos nossa caminhada, o que acha?


Com carinho.
Ava




agosto 11, 2025 0Comentários
Estou me aventurando na cozinha, testando novas receitas!

Se eu tiver que escolher uma das sensações mais satisfatórias que uma   dona de casa pode ter, eu diria  que     a satisfação de casa limpa juntamente com o cheiro de um bolo assando no forno,estaria com certeza nas primeiras posições  no hanking da lista: "Satisfações da vida do lar".

Infelizmente e/ou felizmente (deixo para explorar isso em outro momento) sempre associei a comida a momentos vividos e emoções sentidas. 

 Sempre fiz questão de sempre fazer bolos, mas pra ser sincera nunca fui de arriscar receitas novas. 

Por exemplo, o bolo que eu já sabia fazer quando me casei foi o que eu aprendi a fazer com a minha mãe.

Receita?

 Não, ela não tinha anotado em lugar algum, era o jeito dela de fazer o bolo. Hahaha. Aprendi o jeito (receita)  de fazer esse bolo por acompanha-la quando ela estava fazendo um. 

                                      

via GIPHY

 Outro bolo que eu sempre fiz foi o de fubá que peguei a receita com a minha sogra, o bolo de fubá dela é uma delícia e foi essa a receita que fiz ao longo dos anos. 
O tempo passou e eu experimentei outras receitas obviamente,  fiz outro sabores de  bolo, como por exemplo: bolo gelado de coco,  bolo de laranja ( Confesso que nunca acheii uma receita boa de bolo de laranja que deu certo ) , bolo de fanta ( A receita que eu tenho desse é maravilhosa), entre outros... 
Acho que a única receita que eu resolvi mudar foi a de bolo de chocolate. A receita que eu  sabia fazer anteriormente tinha dias que falhava miseravelmente, é claro que o prblema nunca está na cozinheira, não é mesmo? #joke Então a receita de bolo de chocolate foi  uma das que resolvi testar até achar a perfeita, fácil e gostosa, 

Como deu pra perceber,. aqui em casa todo mundo ama bolo e teve uma época que eu fazia bolo direto... Mas faz um tempo que comecei a fazer mais esporadicamente. Tentando achar o equilibrio perfeito! E não estamos todos?
Porém, essa semana  depois daquela limpeza na casa, fiquei com vontade de colocaram um bolo pra assar, mas pensei, "por que não   testar uma nova  receita?"
Entrei no Youtube, assisti diversos vídeos, até que encontrei  o canal  da @cozinhandocomaly, fiquei encantada  com a didática dela. E gente lá tem cada receita babadeira que acabei separando várias que eu estou com  intenção de experimentar. 
Acho que estou na fase de me arriscar mais na cozinha, testar coisas novas! 
E então decidi que  tudo o que eu for testando(e der certo) vou compartilhando por aqui.

E então vamos ao que interessa, essa foi a receita de bolo  a escolhidai:


BOLO MESCLADO
Ingredientes:

3 ovos inteiros
100ml de óleo
1 xícara e meia(220ml)ou 255g de açúcar
1 xícara (220ml)de leite
2 xícaras e meia(220ml)ou 315g de farinha de trigo
1 colher(sopa)ou 15g de Fermento em pó para bolo
50g de chocolate em pó (usei 50% cacau)
1 colher(café)de bicarbonato de sódio

Forma untada e enfarinhada Medidas da forma 8x23cm
Forno pré aquecido a 180°deixe assar por +ou- 35 minutos


Gente esse bolo ficou delicioso, aproveitei até pra estrear essa minha forma diferenciada, que fazia um tempo que eu havia comprado, mas não tinha usado ainda,e o bolo ficou assim:



Lindão, não é mesmo?

ps: ficou com essa cor linda, porque na hora de untar usei nescau ao invés de farinha de trigo, ok?

E pra melhorar o que estava maravilhoso resolvi fazer uma cobertura de brigadeiro.


Eu sempre testo a receita antes de colocar no meu caderno de receitas e posso afirmar que essa com certeza já entrou para o meu  acervo de receitas.



 Receita aprovadíssima!

Pra quem está curioso sobre a forma que eu usei foi desse modelo aqui:


Compre na Amazon Clicando Aqui


E aí? Ficou com vontade de experimentar? Logo volto com mais "aventuras culinárias".
Até mais.
Com carinho,
Ava




agosto 09, 2025 1 Comentários

 



Fui morada, fui portal, o milagre da vida fez de mim sua mãe.

E nesse dia, há 14 anos às 11h59min eu te segurava no colo.

Há lembranças de momentos na vida que mesmo com o passar dos anos ainda são palpáveis tal como é o teclado que toco nesse momento ao digitar cada letra.

A sua chegada foi um desses momentos filha.

Lembro-me da primeira vez que te peguei em meus braços, dos sons da sala, do cheiro daquele momento, lembro-me do brilho nos olhos e do sorriso do seu pai ao meu lado.

Quando fomos pra casa, seu pai e eu em um momento de contemplação e cumplicidade ficamos em êxtase pelo milagre que era te ter. Do nosso amor se fez você!

Lembrávamo-nos de um dia, bem no início do namoro quando  estávamos em um momento descontraído e começamos a  falar  sobre filhos,   eu mencionei naquele dia que gostava de um nome e que se um dia eu tivesse uma filha menina eu gostaria muito de chama-la assim. Na hora que seu pai ouviu o nome ele  se apaixonou e disse que então já estava escolhido o nome da nossa filha. E foi assim que em uma tarde ensolarada, sentados no gramado decidimos um único nome, o seu nome:

 ’Loren’

  E em cada momento vivido por nós daquele dia em diante, sempre falávamos de você com a certeza da sua vinda. Não importava onde fossemos você era mencionada.

Em um passeio no shopping ao ver algo meigo ou fofo:

“Imagina quando estivermos com a nossa Loren!”

Ao pisar na areia da praia:

 “Imagina quando tivermos a nossa Loren e pudermos vê-la  correr pela praia...”.

Você já era antes de ser. Você já estava conosco, mesmo antes de estar.

Mas a vida não é feita por um caminho linear , para chegar a te ter nos nossos braços enfrentamos um caminho cheio de obstáculos.

A descoberta de uma possível infertilidade veio como uma flecha em nossos corações. E tudo o que veio a seguir foi muito desafiador.  O tratamento, a expectativa seguida da frustração intensa por cada teste negativo  nos abalaram profundamente. De modo que nos fizeram temer nunca conseguir ter você...

E assim, depois de um ano em meio de tantas provações, com o coração já calejado, tenho que te confessar filha: a dor da espera e da frustração foi tanta que aceitamos...

 Naquele período imersos na desesperança achamos que todo aquele sofrido processo  era  a vontade divina   dizendo “não” para  o nosso desejo de sermos pais.

A vida seguiu seu fluxo.

E então, em um fatídico dia de outubro, foi quando o meu coração já sem fé recebeu uma palavra que me renovou a esperança...

 Era um almoço de domingo, eu estava em pé perto da mesa quando seu avô olhou pra mim e com um tom brincalhão disse:  “ Senta que hoje você vai comer por dois”, naquele segundo meu coração começou a ficar acelerado e eu senti como se fosse um sinal dos céus, um chamado, uma voz doce me dizendo:

“Estou aqui mamãe”.

Durante todo o almoço, eu fiquei calada, meu coração estava acelerado e eu mal conseguia comer. Quando o almoço acabou e seu pai e eu fomos para casa eu entrei em estado negação, mas ao mesmo tempo eu sentia que algo estava diferente, mas  também não queria criar expectativa.  E foi  nesse turbilhão de emoções  que acabei  contando ao seu pai e pedi que ele fosse até  a farmácia e trouxesse o teste de gravidez mais baratinho que tivesse pra eu fazer na manhã seguinte.

Na época que eu estava tentando engravidar, eu perdi as contas de quantos testes eu cheguei a fazer. Chegou um determinado período que quando um teste dava negativo eu comecei a achar que era a “qualidade do teste” e comecei a comprar os testes “mais caros”, como se a culpa de ver aquele negativo era de que o teste não era de boa qualidade ou que um teste mais caro iria me proporcionar o sonhado positivo.

Hoje eu me lembro disso e gosto de contar de maneira cômica, mas a verdade é que eu sei o quanto a nossa mente pode distorcer os fatos em busca de uma fuga em meio a tanta dor e frustração.

Por isso, naquele dia ao pedir o teste mais barato eu estava exercendo a minha fé, confiando que se o milagre viesse, ele poderia se manifestar até no “improvável”.  Afinal, não é assim que os milagres acontecem?

...

Naquela manhã ao abrir a porta  do banheiro eu não precisei dizer nada.  Seu pai que esperava ansioso do lado de fora enquanto eu fazia o teste leu o resultado em meus olhos.

Nos abraçamos, choramos e agradecemos.

Você veio no seu tempo. E ainda hoje é assim...

Você se irrita porque eu vivo te apressando... Risos

 É que filha, te esperei demais!!!

Eu te amo.

Feliz Aniversário!


maio 26, 2025 0Comentários
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